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Beatriz Milhazes

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Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico.

Forma-se em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, em 1981, e em artes plásticas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 1983, no Rio de Janeiro. Atua como professora de pintura até 1996. As obras criadas por Beatriz Milhazes na década de 1980 revelam uma tensão entre figura e fundo, entre representação e ornamentalismo, com o uso de figuras que se repetem, arabescos, flores e colunas.

A artista participa das exposições que caracterizam a Geração 80 – grupo que, pela pesquisa de novas técnicas e materiais, produz pinturas avessas à vertente conceitual dos anos 1970. Entre suas principais influências estão ícones do modernismo, como a pintora Tarsila do Amaral (1886- 1973), o paisagista Burle Marx (1909-1994), o pintor francês Henri Matisse (1869-1954), o artista performático Hélio Oiticica (1937-1980) e a pintora inglesa  Bridget Riley (1931). Sua obra faz referência ao barroco, à art déco, e a op art.

A colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. 

Em Me Perdoa...Te Perdoo (1989), observam-se o padrão geométrico que Milhazes cria no início da carreira, com a estrutura rígida das linhas paralelas, e o começo do uso da técnica de transferência de tinta para a tela, com os azuis rasgados que cobrem parte do fundo. Já em Foi Bom Te Encontrar (1988) e Desculpe, mas Teve que ser Assim (1988), além da relação figura e fundo, há a repetição das formas e dos elementos, uma das características marcantes de seu trabalho. 

De 1995 a 1996, estuda gravura em metal e linóleo no Atelier 78. As obras dessa época revelam sensibilidade no uso da cor, como em O Príncipe Real (1996) e As Quatro Estações (1997). Desde os anos 1990, Milhazes  se destaca em mostras internacionais nos Estados Unidos e na Europa.

Beatriz Milhazes frequentemente trabalha com formas circulares, sugerindo deslocamentos ora concêntricos, ora expansivos. A transferência de imagens da superfície lisa, pelo uso de película plástica, para a tela faz com que a gestualidade seja quase anulada. A matéria pictórica obtida por numerosas sobreposições não apresenta qualquer espessura, pois os motivos de ornamentação e arabescos são colocados em primeiro plano. O olhar do espectador é levado a percorrer todas as imagens, acompanhando a exuberância gráfica e cromática dos quadros.

Na opinião do crítico Frederico Morais (1936), Beatriz Milhazes revela desde o início da carreira a vontade de enfrentar a pintura como fato decorativo, aproximando-se da obra de artistas como Henri Matisse. Ela se interessa pela profusão da ornamentação barroca, sobretudo pelo uso de arabescos e motivos ornamentais da obra de Guigmard (1896-1962). Característica importante no trabalho da artista é o uso da cor: enquanto a profundidade é criada pela sobreposição e pelo acúmulo de motivos, a cor aparece de forma inesperada, criando uma harmonia pelos contrastes que desafiam os limites da imagem. Assim como Matisse, não existe uma hierarquia entre desenho, pintura, cor e forma. 

Na tela Mares do Sul (2001), Milhazes estabelece um jogo com o gênero da paisagem. O jogo com a paisagem pode ser visto também nas intervenções em espaços públicos que cria em 2009, como na Fondation Cartier. O jogo entre a opacidade e a transparência e o uso das cores criam uma tensão entre dentro e fora, a paisagem e o espaço expositivo, que é invadido por sombras e cores. Passa a utilizar constantemente formas como estrelas e espirais, e as cores tornam-se mais luminosas, como na obra Flores e Árvores (2013). No ano em que produz esse trabalho, realiza a mostra panorâmica Meu Bem, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 30 anos de carreira.

Milhazes começa a explorar a linguagem tridimensional, criando a peça Gamboa (2010), uma espécie mobile concebida como cenário para um espetáculo de dança. Nessa peça, o universo de cores e ornamentos dos elementos pictóricos se materializa em um ambiente imersivo. Apesar de não ser considerada pela artista uma escultura, justamente por se tratar de um cenário, aponta já para uma nova forma de conceber o espaço, agora mais imersiva. A partir dessa experimentação, a artista começa a produzir esculturas como MarolaMariola Marilola, todas de 2015, apresentadas em uma exposição de mesmo nome em 2017, no Rio de Janeiro. Seus trabalhos tridimensionais têm forte conexão com suas telas e gravuras, trazendo novamente motivos característicos, ornamentais, arabescos, flores, volumes, cores e transparência, mas agora em uma relação mais corporal, física, entre elementos e espectador.

Os elementos usados nas esculturas também podem ser vistos em serigrafias como Mango and Passion Fruit in Lilac and Violet (2018) – em que formas geométricas sobrepostas e cores vibrantes ditam o ritmo do olhar de forma vertical –, e Flower Swing (2019) – serigrafia em bloco de madeira em que formas geométricas e orgânicas se misturam criando variados pontos de foco e de tensão na tela.

Beatriz Milhazes propõe uma relação não passiva com o espectador, que caminha com os olhos por suas telas, colagens e esculturas, buscando pequenos detalhes e se perdendo no acúmulo, na tensão cromática, na repetição, em movimentos e ornamentos que remetem à história da arte, ao barroco, ao pop, à cultura popular brasileira. A cor, a proporção e o ritmo estão no centro do seu pensamento estético na colagem, escultura, arquitetura e pintura. 

 Fonte: Itaú Cultural

No momento esse artista não possui obras em nosso acervo.

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Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico.

Forma-se em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, em 1981, e em artes plásticas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 1983, no Rio de Janeiro. Atua como professora de pintura até 1996. As obras criadas por Beatriz Milhazes na década de 1980 revelam uma tensão entre figura e fundo, entre representação e ornamentalismo, com o uso de figuras que se repetem, arabescos, flores e colunas.

A artista participa das exposições que caracterizam a Geração 80 – grupo que, pela pesquisa de novas técnicas e materiais, produz pinturas avessas à vertente conceitual dos anos 1970. Entre suas principais influências estão ícones do modernismo, como a pintora Tarsila do Amaral (1886- 1973), o paisagista Burle Marx (1909-1994), o pintor francês Henri Matisse (1869-1954), o artista performático Hélio Oiticica (1937-1980) e a pintora inglesa  Bridget Riley (1931). Sua obra faz referência ao barroco, à art déco, e a op art.

A colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. 

Em Me Perdoa...Te Perdoo (1989), observam-se o padrão geométrico que Milhazes cria no início da carreira, com a estrutura rígida das linhas paralelas, e o começo do uso da técnica de transferência de tinta para a tela, com os azuis rasgados que cobrem parte do fundo. Já em Foi Bom Te Encontrar (1988) e Desculpe, mas Teve que ser Assim (1988), além da relação figura e fundo, há a repetição das formas e dos elementos, uma das características marcantes de seu trabalho. 

De 1995 a 1996, estuda gravura em metal e linóleo no Atelier 78. As obras dessa época revelam sensibilidade no uso da cor, como em O Príncipe Real (1996) e As Quatro Estações (1997). Desde os anos 1990, Milhazes  se destaca em mostras internacionais nos Estados Unidos e na Europa.

Beatriz Milhazes frequentemente trabalha com formas circulares, sugerindo deslocamentos ora concêntricos, ora expansivos. A transferência de imagens da superfície lisa, pelo uso de película plástica, para a tela faz com que a gestualidade seja quase anulada. A matéria pictórica obtida por numerosas sobreposições não apresenta qualquer espessura, pois os motivos de ornamentação e arabescos são colocados em primeiro plano. O olhar do espectador é levado a percorrer todas as imagens, acompanhando a exuberância gráfica e cromática dos quadros.

Na opinião do crítico Frederico Morais (1936), Beatriz Milhazes revela desde o início da carreira a vontade de enfrentar a pintura como fato decorativo, aproximando-se da obra de artistas como Henri Matisse. Ela se interessa pela profusão da ornamentação barroca, sobretudo pelo uso de arabescos e motivos ornamentais da obra de Guigmard (1896-1962). Característica importante no trabalho da artista é o uso da cor: enquanto a profundidade é criada pela sobreposição e pelo acúmulo de motivos, a cor aparece de forma inesperada, criando uma harmonia pelos contrastes que desafiam os limites da imagem. Assim como Matisse, não existe uma hierarquia entre desenho, pintura, cor e forma. 

Na tela Mares do Sul (2001), Milhazes estabelece um jogo com o gênero da paisagem. O jogo com a paisagem pode ser visto também nas intervenções em espaços públicos que cria em 2009, como na Fondation Cartier. O jogo entre a opacidade e a transparência e o uso das cores criam uma tensão entre dentro e fora, a paisagem e o espaço expositivo, que é invadido por sombras e cores. Passa a utilizar constantemente formas como estrelas e espirais, e as cores tornam-se mais luminosas, como na obra Flores e Árvores (2013). No ano em que produz esse trabalho, realiza a mostra panorâmica Meu Bem, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 30 anos de carreira.

Milhazes começa a explorar a linguagem tridimensional, criando a peça Gamboa (2010), uma espécie mobile concebida como cenário para um espetáculo de dança. Nessa peça, o universo de cores e ornamentos dos elementos pictóricos se materializa em um ambiente imersivo. Apesar de não ser considerada pela artista uma escultura, justamente por se tratar de um cenário, aponta já para uma nova forma de conceber o espaço, agora mais imersiva. A partir dessa experimentação, a artista começa a produzir esculturas como MarolaMariola Marilola, todas de 2015, apresentadas em uma exposição de mesmo nome em 2017, no Rio de Janeiro. Seus trabalhos tridimensionais têm forte conexão com suas telas e gravuras, trazendo novamente motivos característicos, ornamentais, arabescos, flores, volumes, cores e transparência, mas agora em uma relação mais corporal, física, entre elementos e espectador.

Os elementos usados nas esculturas também podem ser vistos em serigrafias como Mango and Passion Fruit in Lilac and Violet (2018) – em que formas geométricas sobrepostas e cores vibrantes ditam o ritmo do olhar de forma vertical –, e Flower Swing (2019) – serigrafia em bloco de madeira em que formas geométricas e orgânicas se misturam criando variados pontos de foco e de tensão na tela.

Beatriz Milhazes propõe uma relação não passiva com o espectador, que caminha com os olhos por suas telas, colagens e esculturas, buscando pequenos detalhes e se perdendo no acúmulo, na tensão cromática, na repetição, em movimentos e ornamentos que remetem à história da arte, ao barroco, ao pop, à cultura popular brasileira. A cor, a proporção e o ritmo estão no centro do seu pensamento estético na colagem, escultura, arquitetura e pintura. 

 Fonte: Itaú Cultural