As gravuras de Angelo de Aquino expressam uma energia intensa e pulsante, marcada por gestos livres, cores vibrantes e uma forte carga experimental. Nas gravuras de Angelo de Aquino, a matéria gráfica parece em constante movimento, como se cada forma estivesse em tensão com o espaço ao redor. Ao observar as gravuras de Angelo de Aquino, percebe-se um artista interessado no risco, na liberdade e na força do ato criador.
As gravuras de Angelo de Aquino rompem com a rigidez da forma tradicional e afirmam uma linguagem própria, ousada e provocadora. Não há contenção nas gravuras de Angelo de Aquino; há explosão, contraste e afirmação do gesto. Repetindo sinais, manchas e estruturas visuais, as gravuras de Angelo de Aquino constroem um ritmo quase visceral, que prende o olhar e desafia a interpretação. Assim, as gravuras de Angelo de Aquino tornam-se campo de experimentação e confronto.
Em cada composição, as gravuras de Angelo de Aquino dialogam com a arte contemporânea e com a abstração mais radical, sem abrir mão da expressividade individual do artista. Por isso, as gravuras de Angelo de Aquino permanecem impactantes, diretas e cheias de intensidade. Falar das gravuras de Angelo de Aquino é falar de liberdade criativa, de ruptura e de uma arte que se reafirma continuamente nas próprias gravuras de Angelo de Aquino.
Angelo Rodrigo de Aquino (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1945 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 2007). Pintor e desenhista. Muda-se para o Rio de Janeiro por volta de 1960. Na década de 1960, inicia formação artística no ateliê de pintor e escultor Roberto Moriconi (1932 – 1993), e convive com artistas Rubens Gerchman (1942 – 2008), Roberto Magalhães (1940) e Antonio Dias (1944). Em 1965, é um dos organizadores do evento Propostas 65, na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), São Paulo. Como ilustrador e escritor, colabora na revista Cadernos Brasileiros.
Desde fim dos anos 1960 até a metade da década de 1970, produz obras conceituais, e passa posteriormente à pintura abstrato-geométrica. Em 1970, residindo em Milão, inicia a edição de pequenas publicações de vanguarda. De volta ao Brasil, realiza trabalhos em vídeo e filmes de artista, dos quais é considerado um dos precursores no país. Organiza, com Walter Zanini, a mostra Prospectiva 74, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP. No início dos anos 1980, passa a dedicar-se à pintura figurativa. Em 1984, cria o personagem cão Rex, constantemente retomado em sua produção. Realiza exposição comemorativa dos 10 anos desse personagem, em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro – CCBB/RJ, intitulada Rez Faz Dez. Em 1997, publica Vida Rex, reeditado em 2004, quando Aquino comemora 40 anos de pintura, com exposição na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro.
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